Lista: cinco hotéis para experimentar em Londres

Londres tem mais de 700 hotéis. E é tanta novidade que surge a cada ano que não dá nem tempo de a gente experimentar e, sequer, digerir tudo.

Arrisco-me a dizer que Londres ultrapassou Paris em alguns aspectos e vem surpreendendo na gastronomia, na moda, nas artes e, em muito, na hotelaria.

Na minha mais recente visita à terra da rainha Elizabeth, testei cinco novidades para você se hospedar em diferentes pontos da cidade. Confira:

 

1) Rosewood

O hall de cobre do Rosewood

O Rosewood, na região de Covent Garden, foi disparado o meu preferido. O prédio de 1914 já foi sede de uma poderosa seguradora e, depois, virou hotel. A reforma custou cerca de 130 milhões de dólares, com projeto assinado pelo craque do design Tony Chi.

Tudo impressiona! Da grade que dá acesso ao belo pátio central do prédio à fachada. É de cair o queixo do início ao fim.

O hall de entrada é marcado por duas imensas divisórias produzidas com mais de uma tonelada de cobre. Chique e moderno.

As luminárias e o jogo de instalações de espelhos no restaurante Mirror Room se conectam a salas de estar decoradas com cabeças de bicho fake.

Lá, é servido o café da manhã por garçons de calça de alfaiataria marinho, sapato caramelo e sem gravata, com um serviço preciso, atento e que deixa qualquer um à vontade, até mesmo quem chega de mochila.

Os bartenders do Scarfes Bar, os concierges do hotel e os quartos completam qualquer sonho de consumo.

Rosewood London252, High Holborn. Tel.: + 44 20 77818888.

Diárias a partir de 275 libras, já com taxas incluídas.

 

2) ME London

Rooftop: ponto alto do ME

ME é a marca de hotéis de design da Meliá. A gigante da hotelaria espanhola, que também tem um hotel com a mesma sigla em Madri, abriu suas portas em Londres num ponto ótimo, próximo aos teatros do West End.

A inauguração demorou, pois o prédio pegou fogo no meio do projeto. Fogo à parte, hoje, o que esse hotel de preço levemente salgado para o tamanho e acabamento de suas instalações tem como cartão de visitas é o lobby com bem boladas divisórias em tubos de aço.

Mas nada supera o bar no rooftop, onde reserva é obrigatória para não hóspedes. Com uma vista belíssima, o último andar do hotel é uma ótima pedida para um drinque antes ou depois do jantar.

ME London. 336, The Strand. Tel.: +44 808 2341953.

Diárias a partir de 255 libras, já com taxas incluídas.

 

3) Café Royal

Tons pastel e paredes nuas no Café Royal

Em 1985, surgiu um dos mais badalados grills de Londres, o Café Royal. No coração da Regent Street, a pouquíssimos passos de Picadilly Circus, o grill foi renovado e o prédio transformado em um hotel de 160 apartamentos bem confortáveis.

A reforma usou tons pastel de rosa, verde e amarelo, que se misturam com madeira e paredes nuas nos apartamentos. A vontade de criar um ambiente minimalista é quebrada pelas cores.

Para falar a verdade, saí sem ter certeza se gostei do amarelo e da mistura, assim como do vermelho nas áreas dos restaurantes.

Nada disso, porém, compromete a simpatia da equipe e os bem equipados banheiros de mármore em todas as suítes. Assim como a piscina e o spa, que convidam para um longo banho depois de horas de bateção de perna por Londres.

Cafe Royal. 68, Regent Street. Tel.: +44 20 7406 3333.

Diárias a partir de 299 libras, já com taxas incluídas.

 

4) The London Edition

Lobby do The London Edition

A rede Marriott todo mundo conhece, claro. De olho nos clientes que não queriam mais repetir seus enlatados, a companhia — que também é dona das marcas Ritz-Carlton e Bulgari — criou os hotéis Edition, que juntam tudo aquilo que eu adoro: design, agito e boa hotelaria.

O primeiro hotel da marca foi aberto em Istambul, e, por sinal, é espetacular. E sabe o que eles fizeram em Londres?

Chamaram Ian Schrager, o pai do conceito boutique hotel para transformar um prédio histórico na Berners Street. Localização perfeita para nights no Soho, aliás.

Os projetos do lobby e, sobretudo, do restaurante Berners Tavern merecem um “Uau”! Mas os corredores dos apartamentos decepcionam pela sua simplicidade.

Segundo o gerente geral, David Taylor, eles não ficaram de acordo com o esperado e seriam mudados em breve, vamos ver…

Os apartamentos não são megaespaçosos, mas compensam pelo conforto. O serviço ficou entre o “quero ser moderno”, “mas sou primo do Ritz-Carlton”.

Vou dar um desconto, pois o hotel tinha poucos meses de inaugurado quando o visitei e tenho certeza de que irão melhorar. Aproveite para dar uma conferida no vídeo que fiz por lá.

The London Edition10, Berners Street. Tel.: +44 20 77810000.

Diárias a partir de 265 libras, já com taxas incluídas.

 

5) ACE London

ACE London: para a “classe criativa”

Vou começar pelo bairro. Shoreditch é o novo point moderninho de Londres. Lugar de artistas, galerias de arte e feirinha na rua.

Nada tem a ver com a verdadeira capital britânica que temos em mente. É um lugar descolado — e não é para qualquer um, sobretudo marinheiros de primeira viagem. Fica longe de tudo que o turista quer e mais ainda do que 90% dos brasileiros buscam.

Shoreditch é boêmio, está entre a Lapa carioca e o Meatpacking District de Nova York (mas sem os turistas), pegou o pique? Não é, digamos assim, um bairro bonito.

Bem, ACE é uma rede de hotéis com proposta de atender, a preços convidativos, a “classe criativa”. Continua sem entender? Tome uns uísques e relaxe que você chega lá.

O hotel tem personalidade, tem máquina de foto 3×4 no lobby, tem bicicleta, bric-a-bracs na decoração e uma boa cozinha no restaurante Hoi Polloi. Se for a sua onda, experimente!

ACE London. 100, Shroreditch High Street. Tel.: +44 20 76139800

Diárias a partir de 199 libras, já com taxas incluídas.

 

Fotos: divulgação 

Foto The London Edition: Nikolas Koenig

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