Os novos uniformes da AirAsia são o futuro da aviação?

Qual será o futuro da aviação em tempos de pandemia de coronavírus? Nesta quarta-feira, dia 29 de abril, a AirAsia voltou a voar depois de 32 dias parada. E a retomada das suas atividades pode ser um indício do que vem por aí. Especialmente no que diz respeito aos uniformes da tripulação.

A AirAsia é uma companhia aérea low cost da Malásia, que, normalmente, opera voos para mais de 80 destinos em 18 países da Ásia. Por causa da pandemia de coronavírus, que atingiu primeiro o continente asiático, a AirAsia interrompeu suas atividades por quase cinco semanas, realizando, neste período, apenas voos de repatriação fretados por empresas ou governos.

A tripulação da AirAsia com máscaras, óculos especiais e luvas no voo que saiu hoje de Kuala Lumpur para Miri, na Malásia. Os passageiros ocuparam poltronas alternadas e também usaram máscaras

Hoje, porém, um A321neo da companhia decolou da capital Kuala Lumpur levando 151 passageiros para a cidade de Miri, na Ilha de Bornéu, também na Malásia. É uma primeira rota de várias que a companhia pretende restabelecer nos próximos dias — inclusive as internacionais para a Tailândia (dia 1° de maio), para a Índia (dia 4) e para a Indonésia (dia 7).

Para tranquilizar seus passageiros quanto à limpeza do avião, a AirAsia divulgou, em suas redes sociais, um vídeo mostrando como está fazendo a higienização das cabines. Nas imagens, funcionários com roupas especiais, que cobrem todas as partes do corpo, limpam, esfregam, pulverizam os assentos, os cincos de segurança, o interior do bagageiros, as galleys, as paredes do avião…

Fora isso, um outro time de funcionários limpa os banheiros, de maneira que quem limpa os banheiros não entra em contato com as outras partes do avião. Tudo o processo dura duas horas e deverá ser realizado toda noite.

Agente de check-in da AirAsia com máscara, proteção facial e luvas, hoje, no aeroporto de Kuala Lumpur, na Malásia, na retomada dos voos domésticos da companhia
Os novos uniformes da AirAsia e o futuro da aviação
Tanto a tripulação da AirAsia quanto os passageiros tiveram suas temperaturas medidas antes de embarcar para garantir que ninguém estivesse febril. Será este o futuro da aviação?

No voo de hoje, conforme as fotos divulgadas pela empresa, todos os tripulantes da AirAsia usaram máscara, óculos especiais e luvas para se proteger. Os passageiros também usavam máscaras descartáveis — e não havia ninguém sentado lado a lado. Antes do embarque, tripulantes e passageiros tiveram suas temperaturas medidas para garantir que ninguém estivesse febril.

Novos uniformes da AirAsia e o futuro da aviação
Os novos uniformes da AirAsia, de acordo com o que postou no Instagram o estilista filipino Puey Quinones. “O novo normal”, escreveu ele. A companhia aérea ainda não confirmou se adotará mesmo os trajes de forma permanente

Porém, o que causou grande especulação foram as fotos divulgadas, no Instagram, pelo estilista filipino Puey Quinones do que seriam os novos uniformes dos tripulantes da AirAsia para tempos de coronavírus: macacões de mangas compridas com capuz, como se fossem trajes hospitalares, e máscara estilo “face shield” cobrindo todo o rosto. Luvas completam o visual.

Os novos uniformes da AirAsia e o futuro da aviação
Os novos uniformes da AirAsia desenhados pelo estilista filipino Puey Quinones lembram trajes de proteção hospitalar e já foram usados em voos de repatriação realizados pela companhia

Esse novo uniforme já teria sido usado pela AirAsia em um voo de repartição de Bangkok, na Tailândia, para Manila, nas Filipinas, no último dia 24 de abril. O estilista Puey Quinones classificou a roupa como “o novo normal”, mas a AirAsia ainda não confirmou se irá mesmo adotar o traje em seus voos regulares.

Pode ser que seja este o futuro da aviação? Roupas protetoras para os tripulantes, que, no caso das viagens aéreas,  são os que mais se expõem às possibilidades de contágio? Sim, talvez seja essa uma saída. Pelo menos por enquanto.

 

Fotos: reprodução Twitter AirAsia /Instagram Puey Quinones

 

  • Impressionante, ontem mesmo falamos aqui em casa sobre como ficaria a aviação e o distanciamento entre passageiros. Por enquanto, esse será o único método mais adequado
    Bjo de uma nova seguidora que sequer viaja de avião.

  • A conversa aqui em casa sobre esse assunto é como você confirmou. Só espero que não fique mais caro por conta disso. Com o dólar nas alturas pra viajar já está dificil. Acho importante a higienuzação e teremos mais confiança até por causa de outras doenças.

  • Ao longo das últimas semanas, recebi várias ofertas para comprar passagens por preços bem em conta, com preços promocionais para viajar no segundo semestre de 2020. Em alguns casos, o que for adquirido agora poderá ser alterado sem custo futuramente. Também recebi oferta para fazer parte de clube de fidelidade com preços bem interessantes.

    Refleti e concluí o seguinte:
    1) como viajo muito, para mim, comprar as passagens seria necessário de qualquer forma, seja agora ou oportunamente nos meses por vir;
    2) visto que o atual contexto demanda solidariedade, preocupação com o coletivo, incluindo as empresas aéreas que precisam ser mantidas em operação, a compra das passagens seria, de fato, uma forma de fazer a minha ínfima, porém importante, parte para ajudar na manutenção de tais empresas, pois toda receita gera capital de giro para elas;
    3) diante de tantos desafios e incertezas no Brasil e no mundo, o que ocorrerá com as empresas aéreas no futuro próximo. Explico. Quando a AVIANCA cessou as suas operações no Brasil meses atrás, o meu sócio tinha passagens compradas com antecedência para aproveitar os preços promocionais ofertados, mas que não haviam sido utilizadas. Perdeu todas! Em conversa informal, a nossa conclusão foi que essas coisas acontecem e a vida segue.

    Assim, quando recebo as promoções citadas no primeiro parágrafo deste texto, fico na dúvida se devo comprar ou não mais passagens, pois, pouco antes dessa história toda do COVID19 tomar a dimensão que tomou, eu tinha 3 viagens, todas pagas e agendadas para março passado. Adiei. Por uma passagem, solicitei o ressarcimento (hoje, na forma de crédito no meu CPF, na empresa), mas para as outras duas optei por reagendar para o mês de julho próximo, inclusive pagando um adicional nas duas passagens.

    Diante do exposto, e tendo lido a matéria acima, a minha grande dúvida é se esse novo “paradigma” de viagem (poucos passageiros, baixa ocupação de poltronas) será sustentável o suficiente para mantê-las operando até que a situação se normalize, ainda mais quando se considera a taxa de câmbio cuja tendência é permanecer em torno dos R$ 5,00. Hoje, o único elemento alentador nessa discussão toda é que o preço do combustível está baixo, mas até quando?

  • é muita ousadia dessa empresa aérea posto que este virus é de total desconhecimento dos humanos e não se sabe das transformações e adaptações que poderá ser capaz o que é um grande risco tanto para as tripulações como principalmente os passageiros….a aviação bem como os caminhos da humanidade serão alterados profundamente doravante.

  • Otimo artigo, muito interessante e elucidador nesse momento que nosso setor, o turismo, é um dos que mais padece a pandemia. Parabens caro Jayme, sempre antenado!

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